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Fintechs ou bancos no Brasil: qual cobra menos?

26 de setembro de 2026 6 min de leitura
Fintechs e bancos no Brasil: quem cobra menos taxas?
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Fintechs, empresas de tecnologia financeira, e bancos no Brasil não têm um vencedor único em preço: a cobrança varia por produto, perfil e canal. A pressão competitiva das fintechs foi associada a R$ 149 bilhões de economia em juros e tarifas desde 2016, segundo estudo citado pelo Finsiders Brasil em 2025.

Fintechs ou bancos: quem cobra menos no Brasil?

Fintechs ou bancos podem cobrar menos conforme o serviço comparado, e a escolha não pode ser feita apenas pela mensalidade da conta. O estudo divulgado pelo Finsiders Brasil em 2025 atribuiu à concorrência das fintechs uma economia acumulada de R$ 149 bilhões para consumidores desde 2016, considerando juros e tarifas. O dado indica pressão sobre preços, mas não estabelece que toda fintech seja mais barata que todo banco tradicional. Bancos tradicionais podem oferecer pacotes sem cobrança para certos perfis, enquanto fintechs podem cobrar por crédito, saque, câmbio, antecipação de recebíveis ou serviços empresariais. A comparação correta deve reunir tarifa fixa, tarifa por uso, custo do crédito e exigências para obter isenção. O cliente que usa apenas Pix e transferências pode chegar a uma conclusão diferente da empresa que precisa de capital de giro.

Quais tarifas devem entrar na comparação de preço?

Fintechs e bancos devem ser comparados pelo custo total anual de cada produto, não por uma única taxa anunciada. A lista abaixo organiza os pontos que mudam o valor final para pessoas físicas e empresas. O crescimento da presença das fintechs ajuda a explicar por que essa comparação ficou mais relevante: no quarto trimestre de 2022, essas instituições detinham 7,9% dos ativos, 6,4% dos depósitos e 3,4% do crédito do sistema financeiro, segundo dados citados pela CNN Brasil. Esses percentuais mostram expansão, mas não substituem a leitura das condições de cada contrato.

  • A comparação deve incluir mensalidade, pacote de serviços e condições para isenção.
  • A comparação deve incluir tarifas de saque, depósito, emissão de boleto e transferências fora do Pix.
  • A comparação deve incluir juros do crédito, imposto incidente, prazo e eventuais encargos por atraso.
  • A comparação deve incluir custo de câmbio, cartão, antecipação de recebíveis e atendimento empresarial quando esses serviços forem usados.

Por que o Pix mudou a disputa por tarifas?

O Pix reduziu o peso das transferências como fonte de diferenciação de preço e ampliou a disputa pelo relacionamento financeiro do cliente. As fintechs responderam por 50% das transações realizadas via Pix em 2025, ante 25,5% em 2020, conforme dados do Banco Central divulgados pelo Finsiders Brasil. A participação mostra que as fintechs ganharam escala no meio de pagamento mais usado para transferências instantâneas. O Pix, porém, não resolve todos os custos de uma relação bancária. Uma conta pode não cobrar pela transferência e ainda ter preço maior em crédito, saque, câmbio ou recebimento por cartão. Bancos tradicionais também operam Pix e podem combinar esse canal com agências, produtos de investimento e linhas de crédito. O preço menor depende do conjunto de operações que o cliente realmente utiliza.

Como o crédito muda o custo total para cliente?

O crédito costuma definir uma parcela maior do custo financeiro do que a tarifa de conta, especialmente para empresas e clientes que parcelam ou tomam empréstimos. As fintechs digitais concederam R$ 53,8 bilhões em crédito em 2025, valor 51% superior ao de 2024, segundo levantamento publicado pelo Finsiders Brasil. O avanço amplia as alternativas de oferta, mas não autoriza concluir que o crédito digital seja sempre mais barato. Taxas dependem de risco, garantia, prazo, renda, histórico de pagamento e tipo de operação. Um banco tradicional pode ter condição competitiva para cliente com vínculo, garantias ou recebimento de salário. Uma fintech pode apresentar processo mais simples ou proposta adequada a um perfil que não recebe oferta equivalente em banco. A decisão exige comparar o Custo Efetivo Total, conhecido pela sigla CET, e não só a taxa de juros mensal.

Quando um banco tradicional pode custar menos?

Bancos tradicionais podem custar menos quando o cliente concentra serviços, atende critérios de isenção ou recebe uma taxa de crédito menor para seu perfil. A base de crédito dos bancos digitais cresceu de 11,8% para 31,8% do crédito ativo entre 2021 e 2025, alta superior a 360%, segundo reportagem do Diário do Comércio. O crescimento dos bancos digitais aumenta a concorrência, mas os bancos tradicionais preservam escala em produtos complexos e em operações com garantias. Uma empresa que movimenta folha de pagamento, recebe cartões, toma crédito e usa câmbio deve pedir uma proposta consolidada. Uma pessoa física que precisa apenas de conta, cartão e Pix deve observar se o banco cobra cesta de serviços e se a fintech cobra por saques ou benefícios adicionais. Nenhuma das duas categorias vence em todos os usos.

Critério de preçoFintechsBancos tradicionais
PixAs fintechs responderam por 50% das transações em 2025, segundo o Banco Central.Os bancos tradicionais também oferecem Pix e devem ser comparados pelas regras para outros serviços.
CréditoAs fintechs digitais concederam R$ 53,8 bilhões em 2025, segundo o Finsiders Brasil.Os bancos tradicionais podem ter propostas vinculadas a relacionamento, garantia e concentração de serviços.
TarifasO preço depende de saque, cartão, câmbio, boleto e antecipação usados pelo cliente.O preço depende de cesta, isenção, canal de atendimento e serviços contratados.

Como comparar propostas sem olhar só a tarifa?

Fintechs e bancos devem ser comparados com uma simulação baseada no uso dos últimos 12 meses, quando esse histórico estiver disponível. O cliente pode listar quantos saques fez, quanto pagou em juros, quais tarifas recebeu e que serviços adicionais utilizou. A concorrência ganhou escala, pois as fintechs tinham 7,9% dos ativos totais do sistema financeiro no quarto trimestre de 2022, conforme dados reproduzidos pela CNN Brasil. Esse cenário cria mais opções, mas também exige leitura mais cuidadosa da proposta. O consumidor deve solicitar o CET em toda oferta de crédito e conferir as regras de gratuidade antes de abrir a conta. A empresa deve separar custos de recebimento, gestão de caixa, capital de giro e meios de pagamento. A proposta mais barata é a que reduz o custo total para o uso previsto, sem excluir serviços necessários.

  1. O cliente deve reunir extratos e faturas para identificar tarifas e juros pagos no período analisado.
  2. O cliente deve pedir o CET e o prazo total em cada proposta de crédito.
  3. O cliente deve verificar as condições de isenção e os valores cobrados quando elas não são cumpridas.
  4. O cliente deve calcular o custo anual de cada opção com base nas operações que realmente realiza.

Perguntas frequentes

Fintech sempre cobra menos que banco tradicional?

Não. Fintechs podem reduzir tarifas em alguns serviços, mas o custo final depende de crédito, saques, câmbio, cartão e condições de uso. Um estudo citado pelo Finsiders Brasil associou a concorrência a R$ 149 bilhões de economia desde 2016, sem afirmar que toda fintech é mais barata.

O Pix é gratuito em fintech e banco?

O Pix alterou a disputa por transferências, mas outras cobranças continuam relevantes para o custo total da conta. As fintechs responderam por 50% das transações Pix em 2025, segundo dados divulgados pelo Finsiders Brasil.

O que é CET em um empréstimo?

CET significa Custo Efetivo Total. O indicador reúne juros, tributos, tarifas, seguros e outros encargos da operação, permitindo comparar empréstimos com mais precisão do que a taxa de juros isolada.

Banco digital oferece crédito mais barato?

Não necessariamente. As fintechs digitais concederam R$ 53,8 bilhões em crédito em 2025, segundo o Finsiders Brasil, mas a taxa oferecida varia conforme risco, prazo, garantias e perfil do cliente.

Como uma empresa deve comparar banco e fintech?

A empresa deve comparar o custo de recebimento, capital de giro, boletos, antecipação, conta e câmbio conforme seu volume mensal. A análise deve usar propostas com CET, prazos e regras de cobrança claramente informados.

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