Como redes varejistas decidem abrir lojas?
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Redes varejistas decidem abrir lojas ao combinar demanda local, função logística e rentabilidade da unidade, não apenas cobertura geográfica. O teste ficou mais rígido: cinco grandes redes reduziram mais de 1.100 lojas físicas desde o fim de 2022, segundo levantamento publicado pelo SpaceMoney.
Quais dados definem a abertura de uma loja?
Redes varejistas definem a abertura de uma loja quando a unidade pode cumprir uma função mensurável na região, como gerar vendas presenciais, reduzir o prazo de entrega ou atender uma categoria pouco coberta. A expansão e o fechamento de lojas de redes varejistas no Brasil mostram que tamanho de rede, isoladamente, não garante permanência. Desde o fim de 2022, Casas Bahia, Americanas, Carrefour, Marisa e Magazine Luiza reduziram juntas mais de 1.100 pontos físicos, conforme dados reunidos pelo SpaceMoney. A decisão de abertura precisa partir de uma projeção de demanda por praça e de custos recorrentes, como aluguel, equipe, estoque e distribuição. A rede também precisa definir se o endereço servirá principalmente para venda, retirada de pedidos, troca de produtos ou apoio à entrega local. Uma loja com função indefinida tende a concorrer com canais já existentes da própria empresa.
Como os fechamentos mudam a decisão de abrir?
Os fechamentos mudam a decisão de abrir porque expõem quais formatos, endereços e estruturas perderam viabilidade dentro de cada operação. Casas Bahia fechou 397 lojas desde o fim de 2022, após iniciar 2023 com 1.133 unidades e cair para 1.034 lojas em junho daquele ano, segundo dados publicados pela Band. O número indica que a escolha de um novo ponto deve considerar a produtividade esperada por unidade, e não somente a presença da marca na cidade. Redes varejistas podem usar os fechamentos como base para revisar raio de atendimento, sobreposição entre lojas e integração com o comércio eletrônico. A abertura faz mais sentido quando cobre uma lacuna concreta de consumo ou logística, sem repetir a função de outra unidade próxima.
Quais redes reduziram mais lojas físicas?
Casas Bahia e Americanas registraram as maiores reduções entre as cinco redes observadas no período, mas cada movimento ocorreu em circunstâncias operacionais diferentes. A tabela abaixo reúne os números informados pela reportagem da Band sobre o varejo brasileiro, com os recortes temporais divulgados para cada empresa.
| Rede | Período informado | Variação de lojas | Base divulgada |
|---|---|---|---|
| Casas Bahia | Fim de 2022 a segundo semestre de 2023 | 397 lojas fechadas | 1.133 lojas no início de 2023 |
| Americanas | 2023 ao fim de 2025 | 333 lojas fechadas | De 1.803 para 1.470 lojas |
| Carrefour | Dezembro de 2022 a março de 2025 | 203 lojas a menos na contagem | De 1.203 para 1.000 lojas |
| Marisa | 2022 a 2025 | 104 lojas fechadas | De 334 para 230 lojas |
| Magazine Luiza | Dezembro de 2022 a junho de 2025 | 93 lojas a menos | De 1.339 para 1.246 lojas |
As redes varejistas precisam ler esses dados com cautela porque redução de pontos não significa sempre o mesmo processo. Fechamento definitivo, conversão de bandeira, transferência de endereço e integração de operações podem produzir efeitos distintos na contagem de lojas.
O que explica diferenças entre os fechamentos?
As diferenças entre os fechamentos refletem a situação financeira, a integração de operações e o perfil de consumo atendido por cada rede varejista. Americanas reduziu de 1.803 para 1.470 lojas até o fim de 2025, ou 333 unidades, após a crise contábil iniciada em 2023, segundo dados divulgados pela Band. Carrefour passou de 1.203 para 1.000 lojas entre dezembro de 2022 e março de 2025 durante a integração do Grupo BIG; a mesma apuração informa 123 unidades encerradas definitivamente. Marisa fechou 104 lojas entre 2022 e 2025, reduzindo a rede de 334 para 230 pontos. A abertura de uma nova loja deve considerar esse contexto: redes em reestruturação podem priorizar formatos menores, mudança de bandeira ou canais digitais antes de ampliar metragem física.
Quando a rede pode retomar a expansão física?
Redes varejistas podem retomar a expansão física quando identificam que uma loja nova resolve uma necessidade que os canais atuais não atendem com eficiência. Magazine Luiza reduziu a rede de 1.339 lojas em dezembro de 2022 para 1.246 em junho de 2025, uma queda de 93 unidades, e anunciou retomada da expansão física no segundo semestre de 2025, de acordo com informações publicadas pela Band. O caso mostra que redução de lojas não impede novas aberturas. A rede pode fechar pontos com baixo desempenho e abrir unidades em regiões onde a retirada de pedidos, a entrega local ou o atendimento presencial criam valor operacional. A decisão precisa comparar a capacidade do endereço novo com a cobertura já oferecida por lojas próximas e pelo comércio eletrônico.
Qual roteiro orienta a abertura de lojas?
Redes varejistas orientam a abertura de lojas com um roteiro que transforma o endereço em uma hipótese verificável de operação. O ponto de partida deve ser o histórico de fechamento e expansão da própria rede, pois o mercado brasileiro registrou mais de 1.100 reduções de lojas entre cinco grandes empresas desde o fim de 2022, segundo levantamento do SpaceMoney. O roteiro pode incluir os seguintes critérios:
- A rede varejista deve medir a demanda potencial da região e separar vendas novas de vendas que apenas migrariam de outra loja ou do site.
- A rede varejista deve definir a função principal da unidade, como venda, retirada, troca, demonstração de produtos ou apoio logístico.
- A rede varejista deve comparar custos fixos do imóvel e da equipe com a margem que a operação pode gerar.
- A rede varejista deve revisar a sobreposição territorial com unidades próprias, franquias e entregas já existentes.
- A rede varejista deve acompanhar a unidade após a abertura e corrigir formato, sortimento ou localização quando os resultados divergirem da hipótese inicial.
Esse processo não elimina o risco de uma abertura, mas torna a decisão comparável com os motivos que levaram outras unidades a fechar, converter operação ou perder relevância comercial.
Como o comércio eletrônico entra nessa escolha?
O comércio eletrônico entra na escolha porque altera o papel que a loja física exerce na jornada de compra e na distribuição. O SpaceMoney atribuiu os mais de 1.100 fechamentos desde o fim de 2022 à adaptação das redes ao avanço das compras digitais e a mudanças no comportamento do consumidor. A loja física não precisa ser tratada apenas como ponto de venda. Redes varejistas podem avaliar se a unidade melhora a retirada de pedidos, reduz devoluções, acelera a entrega em bairros específicos ou amplia a exposição de categorias que exigem demonstração. A expansão e o fechamento de lojas de redes varejistas no Brasil indicam que a combinação entre canal digital e ponto físico exige escolha seletiva de localização. Uma unidade nova precisa complementar o canal online, e não apenas duplicar sua cobertura.
Perguntas frequentes
Quantas lojas as grandes redes varejistas fecharam no Brasil?
Cinco grandes redes reduziram mais de 1.100 lojas físicas desde o fim de 2022, segundo levantamento publicado pelo SpaceMoney.
Qual rede fechou mais lojas no período?
Casas Bahia fechou 397 lojas desde o fim de 2022, conforme dados publicados pela Band. Americanas aparece em seguida, com 333 fechamentos até o fim de 2025.
O Carrefour fechou quantas lojas após comprar o Grupo BIG?
Carrefour passou de 1.203 para 1.000 lojas entre dezembro de 2022 e março de 2025. A apuração da Band informa 123 unidades encerradas definitivamente no processo de integração do Grupo BIG.
Fechar lojas significa que a rede deixou de crescer?
Fechar lojas não impede uma nova expansão em outros formatos ou regiões. Magazine Luiza reduziu 93 unidades entre dezembro de 2022 e junho de 2025 e anunciou retomada da expansão física no segundo semestre de 2025, segundo a Band.
Quais critérios uma rede usa para abrir uma nova loja?
Uma rede deve avaliar demanda local, custo de operação, sobreposição com lojas existentes e função logística da unidade. Os mais de 1.100 fechamentos desde o fim de 2022 mostram, segundo o SpaceMoney, que cobertura geográfica isolada não sustenta uma loja.